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Quem é Jesus pra você ?

  • Foto do escritor: Teologos Revelando
    Teologos Revelando
  • 25 de nov. de 2025
  • 11 min de leitura

Talvez essa seja a pergunta mais importante a se fazer para os cristãos contemporâneos, quem é Jesus é pra Você ? Quando indagamos a respeito desta questão temos uma pluralidade de respostas, para alguns Cristãos um sabio judeu, para outros o Filho de Deus que encarnou, para filosofos e pensadores ele é fundador da filosofia Cristã e receptor da filosofia clasica, e para grande maioria dos cristãos Jesus é o Salvador do mundo. hoje vamos Refletir sobre uma das passagens biblicas importantíssimas Mateus 16:13-17

"Indo Jesus para os lados de Cesareia de Filipe, perguntou a seus discípulos: Quem diz o povo ser o Filho do Homem? E eles responderam: Uns dizem: João Batista; outros: Elias; e outros: Jeremias ou algum dos profetas.
Mas vós, continuou ele, quem dizeis que eu sou?
Respondendo Simão Pedro, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo
Então, Jesus lhe afirmou: Bem-aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelaram, mas meu Pai, que está nos céus. "

Mateus 16:13-17

Jesus se encontrava na região da Galileia, um espaço geográfico muito importante no ministério de Jesus. Não há um registro específico de quantas vezes Jesus passou pela Galileia, mas os relatos registrados nos evangelhos nos mostram a importância dessa região no ministério de Jesus.

A Galileia era uma região que se encontrava uma pluralidade de povos. Ali havia tantos judeus, prosélitos do judaísmo, como simpatizantes e gentios. A Galileia era uma região próspera e portuária, tendo em seu currículo atividades como:

• Agricultura

• Exportação de cereais e peixes

• A pesca era uma das atividades dos moradores desta região.

Segundo os relatos bíblicos e extra-bíblicos, confirmam a presença do paganismo aos deuses gregos como Pã: divindade da natureza selvagem, dos pastores e das florestas na mitologia grega antiga.

Além da presença do paganismo, relatos do historiador judeu Flávio Josefo, que nasceu em 37 ou 38 d.C. e morreu por volta do ano 100 d.C., ele foi contemporâneo de alguns eventos históricos de personagens que estão descritos nos evangelhos e também cita personagens como:

• Jesus

• João Batista

• Herodes

• Pôncio Pilatos e outros.

Contexto Histórico-Cultural da Cidade de Cesareia:

Templo de Cesareia

O historiador Flávio Josefo relata que Herodes ordenou a construção de um templo em homenagem a César Augusto, devido a esse fato Herodes nomeou aquele lugar como Cesareia de Filipe:

"Do lado direito, estavam duas colunas de pedra, tão grandes que superavam a altura da torre. Via-se ao redor do porto uma fileira de casas cujas pedras eram muito bem talhadas, e construiu-se sobre uma colina que está meio o Templo consagrado a Augusto. Os que navegam podem vê-lo de bem longe, e há duas estátuas, uma de Roma e outra desse príncipe, em honra do qual Herodes deu o nome de Cesaréia a essa cidade, não menos admirável pela riqueza de suas construções que pela magnificência de seus ornamentos." (JOSEFO HISTÓRIA DOS HEBREUS).

Flávio Josefo descreve a exuberante beleza dos ornamentos, ou seja, da arte e da riqueza de detalhes na confecção do templo e da estátua com intuito de ganhar admiração e confiança do Imperador romano. Josefo fala de uma estátua de Roma e de um ornamento com a imagem do próprio César. Segundo achados arqueológicos da cidade de Cesareia, encontraram ruínas de um antigo templo do século I a.C., entre os anos 22-10/9 a.C. Os historiadores acreditam que as ruínas são do templo descrito por Flávio Josefo.


Culto Ornamental à Pessoa do Imperador

As imagens usadas são apenas para descrever em qual local Jesus estava ambientado. A beleza desse local é de encher os olhos, mas será que a beleza externa desse local corresponde à mesma realidade espiritual? Pois bem, discutiremos esse assunto mais à frente. A imagem do César e da estátua de Roma descrita na citação de Flávio Josefo pode ser descrita por essas imagens:


"Augusto de Prima Porta" "Estandarte Romano"

Resumindo: a estátua que Josefo viu poderia ter sido semelhante em pose e estilo ao Augusto de Prima Porta, mas não era essa exata estátua. Era provavelmente uma cópia imperial espalhada para reforçar a imagem de Augusto nas províncias.

Eu poderia alistar neste texto a estátua da deusa Roma, a loba Lupa que alimentou os personagens fictícios e lendários da origem de Roma de Rômulo e Remo, mas aqui uma crença pessoal baseada em uma evidência textual, relatado por Flávio Josefo, acredito que esse estandarte seja o ornamento descrito por Flávio Josefo. Olha que Flávio Josefo descreveu no livro História dos Hebreus:

"Pilatos, governador da Judeia, enviou dos quartéis de inverno de Cesareia a Jerusalém tropas que traziam em seus estandartes a imagem do imperador, o que é tão contrário às nossas leis que nenhum outro governador antes dele o fizera. As tropas entraram de noite, e por isso apenas no dia seguinte é que se percebeu. Imediatamente os judeus foram em grande número procurar Pilatos em Cesareia e durante vários dias rogaram-lhe que removesse aqueles estandartes. Ele negou o pedido, dizendo que não o poderia fazer sem ofender o imperador. Mas como eles continuavam a insistir, ordenou aos seus soldados, no sétimo dia, que secretamente se conservassem em armas e subiu em seguida ao tribunal que mandara erguer de propósito no local dos exercícios públicos, porque era o lugar mais apropriado para escondê-los. Os judeus, porém, insistiam no pedido. Ele então deu o sinal aos soldados, que os envolveram imediatamente por todos os lados, e ameaçou mandar matá-los se continuassem a insistir e não voltassem logo cada qual para a sua casa. A essas palavras, eles lançaram-se todos por terra e apresentaram-lhe a garganta descoberta, para mostrar que a observância de suas leis lhes era muito mais cara que a própria vida. Aquela constância e zelo tão ardentes pela religião causou tanto assombro a Pilatos que ele ordenou que se levassem os estandartes de Jerusalém para Cesareia."(HISTÓRIA DOS HEBREUS PAG.836.)

Esse relato de Flávio Josefo nos mostra que Pilatos ordenou a entrada destes estandartes dentro de Jerusalém. Os judeus, em resposta, foram até Pilatos e protestaram a respeito das imagens do estandarte que prestava culto ao imperador. Esse culto ao imperador de Roma era comum, uma forma de retribuir e reconhecer os atributos divinos nos quais ele dispunha, uma veneração e uma forma de centralizar todo poder e controle nas mãos do imperador. O nome em grego para senhor é "kirios". Prestar esse culto ao imperador era mesmo que dizer que ele era Adonai (Senhor) e em Êxodo 20:4-6 está explícito que os judeus não poderiam adorar nem prestar culto a imagens de escultura. Por isso, eles demonstraram tal atitude diante de Pilatos, preferiam a morte a se curvar diante de uma imagem.


A Diversidade Coletiva a Respeito de Quem era Jesus

Sem mais delongas, vamos voltar ao nosso raciocínio. É sobre esse ambiente e espaço geográfico que Pedro faz uma das maiores afirmações da História do Cristianismo. Segundo o comentário Bíblico Wiersbe na página 73, ele diz:

"Jesus levou seus discípulos para território gentio, na região de Cesareia de Filipe. Estavam na região norte da Palestina, a cerca de 190 quilômetros de Jerusalém. Era uma região sob forte influência de várias religiões: havia sido o centro do culto a Baal; possuía templos do deus grego Pan; e Herodes, o Grande, havia construído ali um templo em homenagem a César Augusto. É em meio a essas superstições pagãs que Pedro confessa que Jesus é o Filho de Deus. É bem possível que estivessem nas cercanias do templo de César, quando Jesus fez uma declaração surpreendente: ainda não era tempo de estabelecer seu reino, mas estava prestes a instituir sua Igreja."(WIERBSE PAG.73). E Keener complementa dizendo que: "poucos judeus, portanto, esperariam uma revelação divina nesse lugar..."(CRAIG KEENER pag. 93).

Olha só que impressionante: aos arredores de um templo pagão que prestava culto ao imperador romano, um culto que reconhecia César como "Kirios" (senhor), ambientado por uma diversidade de cultos pagãos, o Senhor se manifestou e se revelou pelo intermédio do Espírito Santo a Pedro que Jesus é o verdadeiro "Kirios", Senhor e salvador de toda a humanidade. Lugares mais significativos poderiam ser usados para agregar esse momento uma grandiosidade maior, por exemplo, o templo que era representação máxima da presença de Deus e da religião judaica. Mas Jesus se revelou como o Cristo na Galileia, em uma cidade chamada "Cesareia", nome dado por Herodes em homenagem e culto ao imperador, um lugar onde a grande maioria eram gentios (nome usado para caracterizar os não judeus). Ali Cristo se revela como salvador não só dos judeus, mas também dos gentios, e dos que estavam jogados à margem da sociedade, dos injustiçados, dos pobres, dos doentes, dos condenados, de toda a humanidade. Será que existe um lugar onde Deus não possa manifestar a graça salvadora de seu filho? O local é apenas um espaço, não há fronteiras para a Graça de Jesus. Amém?


A Confissão de Pedro

Continuando nosso estudo, Jesus faz uma pergunta: "Indo Jesus para os lados de Cesareia de Filipe, perguntou a seus discípulos: Quem diz o povo ser o Filho do Homem?" (Mateus 16:13). Não é segredo para mim e nem para qualquer leitor da Bíblia que Jesus era cercado por multidões. É claro que todos que estavam ali diante de Jesus tinham uma opinião individual de quem seria Ele: para os romanos, um "político" que agia de forma passiva; para os judeus, algum dos profetas; para outros, o messias que lideraria um exército contra Roma e libertaria Israel da opressão Romana; para os Zelotas (uma seita que liderava revoltas e revoluções de forma violenta, segundo Flávio Josefo eles eram judeus ultranacionalistas e eram reconhecidos como sicários; os teólogos acreditam que Judas era um sicário. O nome original de Judas não tinha "sicário". Ele era chamado Judas Iscariotes. O termo "Iscariotes" provavelmente vem de "homem de Queriote" (sua cidade), mas alguns estudiosos sugerem ligação com os sicários, grupo de rebeldes judeus radicais.) Esse grupo atacava os "traidores da pátria", aqueles que tinham se rendido a Roma e se vendido a ela. Os sicários atacavam à plena luz do dia, como é descrito por Flávio Josefo. Eles matavam cobradores de impostos, todos aqueles que eles tinham por inimigos ou aliados de Roma. Olha essa descrição de Flávio Josefo:

"Depois que a Judeia ficou livre desses ladrões, apareceram outros em Jerusalém, que de uma maneira diferente exerciam uma profissão infame e criminosa. Chamavam-nos de sicários, e não era de noite, mas em pleno dia e particularmente nas festas mais solenes, que eles mostravam o seu furor. Apunhalavam, no meio do aperto, àqueles aos quais haviam deliberado matar e misturavam em seguida seus gritos com os de todo o povo, contra os culpados de tão grande crime; tudo lhes saía tão bem, que ficavam muito tempo impunes, sem que deles se desconfiasse. O primeiro que eles assassinaram dessa maneira, foi Jônatas, o sumo sacerdote, e não se passava um só dia, sem que não matassem a outros, do mesmo modo. Dessa forma, toda Jerusalém estava tomada de pavor, pois semelhante perigo só existira durante a guerra mais sangrenta. Todos esperavam a morte a cada instante; tremia-se à aproximação de qualquer pessoa; não se confiava nem mesmo nos amigos e embora se vivesse sempre alerta, todas essas desconfianças e suspeitas não eram capazes de garantir a vida àqueles aos quais tais celerados tinham decretado a morte, tão astutos e espertos eles eram num ofício tão execrável."(HISTÓRIA DOS HEBREUS pag. 1148.)

Os discípulos, resumindo a pluralidade de opiniões, respondem: "E eles disseram: Uns, João o Batista; outros, Elias; e outros, Jeremias, ou um dos profetas." A pergunta inevitável que Jesus faz para mim e para você nesse dia: "Mas vós, continuou ele, quem dizeis que eu sou?" Antes de seguirmos, gostaria que você respondesse para si: quem é Jesus para mim? Meu salvador? Meu amigo? Em seguida, uma das maiores afirmações da história: "Respondendo Simão Pedro, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. Então, Jesus lhe afirmou: Bem-aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelaram, mas meu Pai, que está nos céus." Aleluia! Jesus é Cristo, o Ungido, o Filho do Deus vivo. Pedro acertou em cheio o título, mas não descreveu de forma profunda o que é o conceito de messias. Segundo Craig e Keener, eles afirmam que:

"Pedro acertou o título, mas não entendeu o conceito de Messias (16.22). A linhagem real de Davi foi adotada por Deus (2Sm 7.14); era natural, assim, que o último sucessor do trono davídico fosse chamado Filho de Deus (Sl 2.7; 89.27), como observou um pequeno número de intérpretes judeus do período (p. ex., um comentário essênio de 2Sm 7 no Florilégio da Caverna 4 de Qumran). 'Tu és bem-aventurado' é uma forma padrão de bênção (cf. comentário de Mt 5.1-12). 'Barjonas' é a forma em aramaico de 'filho de Jonas'. 'Carne e sangue' é expressão judaica comum para se referir ao ser humano. Embora todos os judeus enfatizassem o aprendizado por meio do estudo das Escrituras, alguns também admitiam a iluminação divina (p. ex., nos manuscritos do Mar Morto) ou a revelação (a literatura apocalíptica; algumas formas de misticismo)."(CRAIG KEENER COMENTÁRIO HISTÓRICO CULTURAL pag. 94).

Não vamos estender mais o texto bíblico, para não prolongar tanto a explanação dos versículos. A revelação completa na sua plenitude, segundo os textos bíblicos, era de que o Filho de Deus descenderia da linhagem de rei e do governo davídico, ou seja, o seu reino será para sempre. Meus queridos, diante de toda essa exposição teológica desses textos, gostaria de fazer a seguinte pergunta: será que existe algum limite ou local onde Deus não possa manifestar sua graça reveladora a cada um de nós? Ele escolheu um dos lugares mais improváveis para manifestar a graça salvadora de Jesus, se manifestou em lugar mergulhado em cultos pagãos, cultos à personalidade do imperador, numa cidade onde o nome da própria cidade é homenagem e consagração ao imperador de Roma. Será que isso não quer dizer nada para mim e para você hoje? O ambiente, as circunstâncias, a política, a economia não são barreiras e nem princípio para a manifestação da graça de Jesus. Eu quero dizer para você, meu querido, que esse espaço no qual você está hoje pode ser tão sagrado como qualquer outro, desde que você reconheça Jesus no seu coração como único e suficiente salvador de sua vida, desde que você aceite o chamado do Espírito Santo de Deus para consagrar sua vida e esse ambiente a ele. A Bíblia nos diz que nosso corpo é templo do Espírito Santo. A santidade de Deus não se manifesta mais em templos feitos por mãos humanas, mas agora habita no seu coração, querido. Não é coincidência que Deus permitiu que os romanos destruíssem o templo de Jerusalém no ano 70 d.C. Ali morria o maior símbolo do judaísmo e da antiga aliança. Ali Deus anuncia ao mundo que houve uma transição entre a antiga aliança para a nova aliança. Ali ficou claro que o templo agora éramos nós e que aonde colocarmos a planta dos nossos pés, o ambiente será santo e consagrado. Não subestime o poder e soberania de Deus. Não duvide que Deus trouxe você aqui para preparar você para seu futuro ministério. Eu desejo do fundo do meu coração que vocês brilhem e deixem a luz de Cristo ser vista por todos os habitantes da terra, para que o nome dele seja glorificado em vossas vidas.


Referências Bibliográficas.

JOSEFO, Flávio. História dos Hebreus. Tradução de Vicente Pedroso. 9. ed. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2004.

KEENER, Craig S. Comentário Histórico-Cultural da Bíblia: Novo Testamento. 2. ed. Tradução de Degmar Ribas Júnior. São Paulo: Vida Nova, 2020.

WIERSBE, Warren W. Comentário Bíblico Expositivo: Novo Testamento. Tradução de Susana E. Klassen. 1. ed. Santo André: Geográfica, 2010.

BÍBLIA. Português. Bíblia Sagrada. Tradução de João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada. São Paulo: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993.

FERRELL, Jenkins. Herod’s Temple to Roma and Augustus at Caesarea Maritima. 2015. Disponível em: https://ferrelljenkins.blog/2015/02/11/herods-temple-to-roma-and-augustus-at-caesarea-maritima/. Acesso em: 15 out. 2024.

WIKIMEDIA COMMONS. Temple of Roma and Augustus (Caesarea Maritima). Disponível em: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Temple_of_Roma_and_Augustus_(Caesarea_Maritima)_DSC05220.JPG. Acesso em: 15 out. 2024.

ROMA PRA VOCÊ. Os Símbolos de Roma. Disponível em: https://romapravoce.com/os-simbolos-de-roma/. Acesso em: 15 out. 2024.

WIKIPEDIA. Ficheiro:Statue-Augustus.jpg. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Statue-Augustus.jpg. Acesso em: 15 out. 2024.

Imagem de Jesus. Disponível em: https://pxhere.com/pt/photo/721230. Acesso em: 15 out. 2024.

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